Cotidiano

Como lidar com latidos de cachorro em condomínio?

Como lidar com latidos de cachorro em condomínio?

Publicado em 1 de Dezembro de 2017
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A vida em um condomínio tem pontos positivos e negativos. A maioria dos itens que preenchem a lista de desvantagens de morar em um condomínio tem a ver com a convivência com outros moradores. Principalmente quando o assunto é latido de cachorro.

Apesar de o condômino ter respaldo na Lei 4591/64 para manter um animal de estimação no apartamento, o assunto sempre traz polêmicas relacionadas ao incômodo proveniente do barulho, além do mau cheiro.

É necessário seguir as com regras de convivência, evitando tirar o sossego dos vizinhos. Mas o que fazer quando os latidos de cachorro estão incomodando bastante a vizinhança? Separamos, neste post, as melhores dicas sobre como proceder.

Entendendo os motivos do latido

Antes de pensar em medidas para aplacar as reclamações dos vizinhos quanto ao barulho, é preciso entender os motivos dos latidos incessantes. Alguns tipos de cachorro chegam a latir o dia inteiro, podendo despertar a fúria dos moradores.

Conhecido como Síndrome da Ansiedade da Separação, o comportamento canino está ligado ao longo tempo em que o animal passa sozinho. Latidos insistentes durante o dia, em grande parte dos casos, refletem a frustração, tédio e tristeza do animal. A mesma síndrome alcança aqueles que ficam presos o dia inteiro.

Latir de vez em quando é o status normal do cão. Ou seja, se ele late muito, é sinal de que está extravasando as emoções. Nesse caso, é importante recorrer ao veterinário que poderá avaliar a necessidade de encaminhar para um adestramento profissional.

Uma outra resposta para latidos insistentes pode ser o excesso de energia, muito comum em cachorros de grande porte. Em casos assim, os cães precisam sair a passeio, até que cansem o bastante.

Outro ponto interessante é se atentar ao ambiente em que o animal vive. Se estiver condicionado a permanecer num lugar cheio de brigas, o cão vai adquirir um comportamento nervoso, latindo muito.

Em suma, o cachorro que late bastante precisa de atenção. Se o dono se propõe a ter um animal doméstico, precisa oferecer cuidados, carinho e demonstrar parceria.

Conversando com seus vizinhos

O excesso de latidos pode provocar irritação entre os moradores rapidamente. Há casos em que a discussão piora e até mesmo os prédios vizinhos começam a reclamar do barulho.

A presença do animal só pode ser questionada se a saúde ou segurança dos outros moradores estiver em jogo. Caso contrário, o dono do cachorro precisa apenas seguir o regimento interno.

Na maioria das regras, a convivência de animais no condomínio inclui a condução por guia, uso de focinheira e alguns bloqueios quanto ao uso do elevador social. Vai depender de cada gestão.

Ainda assim, o morador alvo de reclamações deve estar atento ao comportamento do animal de estimação. Em vez de esperar a briga ficar feia, o ideal é que o dono do cachorro converse com os vizinhos para ter certeza de como o animal se comporta em sua ausência.

Na convivência em um condomínio, o síndico precisa zelar para que os direitos sejam iguais para todos. Portanto, é essencial que o dono do cão seja compreensivo e opte pela conciliação amigável com os vizinhos.

Quando todos respeitam os limites, a convivência se torna mais agradável e os conflitos podem ser eliminados de forma mais rápida e prática.

Contatando o centro de zoonoses

Contatar o centro de zoonoses pode ser uma opção viável quando as tentativas de conversa não surtem efeito algum. A visita não garante a retirada do animal contra a vontade do morador. O máximo que pode ser feito é um encaminhamento do caso para a Administração Pública.

A partir daí, uma nova investigação será feita avaliando a necessidade de abertura de inquérito e sequência do processo via recepção do Ministério Público. É bom lembrar que os funcionários do centro de zoonoses costumam demorar muito para chegar até o local e não têm permissão para adentrar o imóvel do vizinho sem o consentimento deste.

Ensinando a fazer as necessidades no local certo

Esta é uma questão frequente para os donos de cães em condomínio, afinal, sabemos que eles não fazem de propósito, mas incomoda muito, além de prejudicar a saúde e higiene tanto dos condôminos quanto do dono.

No entanto o problema pode ser facilmente corrigido através do adestramento do cachorro, tornando o ambiente mais agradável para o dono e seus vizinhos.

É recomendado um sistema para ajudar o cão a fazer suas necessidades no lugar certo. Com o uso do incentivo, sempre que ele fizer as necessidades corretamente, a dica é recompensá-lo com uma guloseima.

Deste modo, o animal será estimulado a sempre fazer as necessidades no lugar certo para receber a recompensa. Com o passar do tempo, independente de ganhar ou não uma guloseima, ele já estará adaptado a fazer as necessidades somente lá.

Criando Espaço Pet em Condomínios

Um grande número dos problemas com cachorros acontecem em virtude do “cárcere privado”, pois não passeiam com frequência, não têm “vida social”, assim eles ficam estressados.

Uma oportunidade para evitar este contratempo é a criação do Espaço Pet, se houver disponibilidade dentro do condomínio, ou seja uma área exclusiva para cães e gatos. Esta opção esta ganhando cada vez mais destaque nos prédios residenciais.

O Espaço Pet é uma tendência, pois é muito atrativo para todos que gostam de cães ou gatos. Nesses locais os donos podem brincar, passear e até mesmo cuidar da higiene do pet, sem precisar sair do condomínio.

Essas áreas dedicadas aos animais contam com apelidos variados, podendo ser chamadas de:  space dog, pet garden, pet care, pet walk, pet play,  pet space ou pet place.

Pesquisas indicam que mais de dois terços dos brasileiros possuem pelo menos um animal de estimação.

Elaborando um Termo Circunstanciado (TC)

Em casos extremos, não é recomendado chamar a Polícia, mesmo que para alertar moralmente o morador irresponsável. É certo afirmar que esta alternativa deixará todo o condomínio exposto, recomendando-se assim outras alternativas.

Se a pessoa quiser se dirigir à delegacia e abrir uma reclamação formalizada, por se tratar de uma infração de menor potencial ofensivo, esta será convidada a criar um Termo Circunstanciado, em vez do famoso Boletim de Ocorrência.

Uma vez feito, ambos os moradores devem relatar os fatos presencialmente diante de um escrevente. Se o caso parar no Juizado Especial Criminal, será firmada uma data de audiência para solucionar o problema no âmbito penal.

O processo é burocrático como a maioria dos processos judiciais no país. Portanto, ao optar-se por tal ação, é importante estar ciente da longa demora.

Respeitando as normas do condomínio

Todo condomínio deve ter normas de convivência. Se as regras impedem a presença de animal de estimação na entrada principal, o dono do cachorro não pode ir contra algo determinado por lei.

O ideal para os moradores que possuem animais é ter atenção às normas estabelecidas, como: transitar com o pet pelos elevadores de serviços, impedir que ele circule livremente pelo prédio e/ou manter a focinheira, dependendo da raça. Prezar pelas regras do condomínio é obrigação do síndico, que pode estipular advertências e multas, sempre comunicando aos moradores por meio da organização de reuniões.

Se a situação virar um pesadelo assumindo nível emergencial, a melhor maneira de sanar o problema é por meio do Juizado Especial Cível. Se o morador alegar dificuldades em desfrutar do sossego, na vida social, trabalho, na concentração diária, e principalmente, no repouso durante a noite, não será necessário contratar um advogado para iniciar uma ação judicial.

Ainda assim, o bom e velho diálogo sempre é a melhor forma de resolver o caso sem gerar estresse e harmonizando as diferenças. Mais importante do que latido de cachorro é entender a causa e atuar na resolução amigável da situação. Assine nossa newsletter para receber o melhor dos nossos artigos.

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